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terça-feira, 6 de maio de 2025

Apresento-vos… IZANAGUI.

 🦇 Izanagui — escritor, criatura e criatura do escritor. 🖋️



Ele saiu de um verso torto escrito à meia-noite, quando o mundo cochila e os mortos sussurram.

Desenhado pelo meu velho amigo Gepeto... também conhecido como ChatGPT.

Vestido de sarcasmo e alfaiataria sombria, ele ergue o punho não pela justiça, mas pela vitória arrogante dos que escrevem com sangue e ironia.

Olhe bem: olhos em retângulo, dentes triangulares, alma em espiral.

É a síntese do poeta decadente, do gótico com senso de humor, do autor que ri no abismo porque já se acostumou com o eco.

Este é o meu avatar. Meu espelho distorcido.

A máscara que ri por mim quando o texto escorre ácido, e que se cala apenas para gargalhar depois.

Sejam bem-vindos à minha alcova literária.





segunda-feira, 5 de maio de 2025

Let it happen - Tame Impala

E se as palavras não precisassem mais fazer sentido?
E se o som fosse mais importante que o significado?
Isso não é um poema, é um estado mental.
Uma dança de sílabas no escuro.
Peguei Álvares de Azevedo, arrastei pra uma rave psicodélica em 2042, enfiei Tame Impala no ouvido dele e deixei o coitado dançar.
Não tente entender. Sinta.



I cuh-nuh duh-wuh, you wuh-nuh scri-wih

Try-guh-duh do-wee, try to pun-stoo-wee

You wuh-nuh thinkin' that I wuh-luh do-wee

They be lovin' someone and I wuh-nuh stuh-wee

Take the next ticket to take the next train

Why would I do-wee, eh you wuh tun-tun na


I cuh-nuh duh-wuh, you wuh-nuh scri-wih

Try-guh-duh do-wee, try to pun-stoo-wee

You wuh-nuh thinkin' that I wuh-nuh do-wee

They be lovin' someone and I wuh-luh stuh-wee (baby, now I'm ready, moving on)

Take the next ticket to take the next train (oh, but maybe I was ready all along)

Why would I do-wee, eh you wuh tun-tun na (oh, I'm ready for the moment and the sound)


I cuh-nuh duh-wuh, you wuh-nuh scri-wih (oh, but maybe I was ready all along)

Try-guh-duh do-wee, try to pun-stoo-wee (oh, baby, now I'm ready, moving on)

You wuh-nuh thinkin' that I wuh-luh do-wee (oh, but maybe I was ready all along)

They be lovin' someone and I wuh-nuh stuh-wee (oh, I'm ready for the moment and the sound)

Take the next ticket to take the next train (oh, but maybe I was ready all along)

(Oh, baby) 

UM BRINDE AO MEU PRIMEIRO SEGUIDOR

 🦴 Vejam a cara do meu primeiro e único sectário.

(Sua imagem, encolhida, por questões contratuais e pactos não assinados.)



Este homem — cuja identidade permanece oculta como os nomes dos demônios antigos — ousou apertar o botão "seguir" quando tudo ainda era só névoa e promessas sombrias. (QUANDO NEM MINHA ESPOSA OUSOU ME SEGUIR)

Ele não pediu nada. Nem post. Nem conteúdo.

Apenas confiou... como um lunático ou um visionário.

Por isso, está decretado:

A cada 10 anos, quando as estrelas se alinharem e os grilos se calarem, farei uma homenagem solene ao seu gesto solitário - e solidário.

Primeiro seguidor: tu és mais que humano.
És lenda. És loucura. És o prenúncio de um culto literário ainda por nascer.

Que os outros venham — mas nunca esqueceremos que você foi o primeiro a se perder nessa alcova.

Com sangue, sarcasmo e eterna gratidão,




quinta-feira, 10 de abril de 2025

Caronte, o Uber das Almas (e eu querendo uma carona)

 Numa dessas noites insones em que a realidade perde a cor e a internet vira um labirinto de promessas literárias, tropecei — felizmente, não em uma alma penada — no site Seleções Literárias. Um verdadeiro relicário para escribas como eu: apaixonados pela escrita, ligeiramente perturbados e com tendências a ver sombras onde há apenas cortinas mal fechadas.

Foi lá que avistei, cintilando como um farol no nevoeiro do submundo editorial, o concurso “Caronte”, promovido pela sempre provocadora Medusa Editorial. O tema? Uma releitura da travessia final — aquela que todos nós faremos um dia (mas com sorte, não tão cedo). A proposta é simples e deliciosamente macabra: